Indoor SHP umas vitrines do bilionário mercado de cavalos

Responsável por movimentar R$ 16,15 bilhões/ano e gerar 3,6 milhões de empregos, o segmento do cavalo no agronegócio brasileiro tem nos esportes hípicos uma das suas diversificadas atividades, e no Indoor da Sociedade Hípica Paulista sua mais expressiva vitrine no país. Coletiva na 5ª, 26, 10 horas.

 

Diversificado e organizado, com 5,3 milhões de cabeças e ocupando o 4º lugar no ranking mundial em tamanho de plantel, o segmento do cavalo no Brasil vem em uma evolução constante, apresentando um crescimento bruto de 113% na última década, movimentando anualmente R$ 16,15 bilhões, gerando 3,6 milhões de empregos, sendo 610 mil diretos com mão de obra especializada.

Essa é a conclusão do Estudo do Complexo do Agronegócio do Cavalo, publicado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em primeira versão em 2006 e atualizado em 2016. O Estudo aponta que o segmento compreende cadeias entrelaçadas em atividades que envolvem desde a criação de cavalos às indústrias de medicamentos, nutrição, selarias, laboratórios, acessórias para montaria, vestuário, além de centros de treinamento, centros hípicos e eventos, entre outros.

O Hipismo é uma das faces deste importante segmento. Compreendem-se, na categoria Hipismo, sete modalidades “clássicas”, além de Rédeas, que estão sob coordenação da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH): Adestramento, Paraequestre, Atrelagem, Concurso Completo de Equitação (CCE), Enduro, Salto, Volteio e Rédeas. A CBH tem 20 federações estaduais sob seu comando, e a mais importante delas é a Federação Paulista de Hipismo (FPH), responsável por cerca de 70% do movimento hípico nacional, com cerca de seis mil atletas e 100 entidades (centros hípicos e de treinamento) filiadas.

No balanço geral, em todo o país são realizados anualmente mais de mil concursos hípicos, em que a modalidade Salto responde por cerca 70%. Considerando-se as variadas competições equestres, 30 são praticadas oficialmente no Brasil, incluindo-se as oito geridas pela CBH. O Estudo do Mapa contabiliza cerca de 50 mil praticantes que competem desde provas regionais a disputas internacionais, refletindo em toda a cadeia produtiva do cavalo e impondo aos criatórios um constante aprimoramento na produção e treinamento de cavalos atletas.

A prática destes esportes movimenta milhões de reais e englobam desde a criação de cavalos de alta performance atlética a modernos centros de treinamento, indústrias de ração, de acessórios para montaria, de acessórios de treinamento, de transporte de animais, da medicina veterinária e leilões, entre outros.

Brasil: 4º maior plantel de equinos no mundo

Panorâmica do recinto do Indoor, maior vão livre sem pilastra das Américas (Luis Ruas)
Panorâmica do recinto do Indoor, maior vão livre sem pilastra das Américas (Luis Ruas)

Em termos de criação, são selecionadas oficialmente no Brasil 35 raças, nacionais e importadas, entre cavalos e pôneis, 17 delas com associações próprias. A liderança em tamanho de plantel é ocupada por uma raça genuinamente nacional, o Mangalarga Marchador, nascido em berço mineiro e que contabiliza 600 mil animais registrados e cerca de 15 mil sócios em todo o país, além de núcleos internacionais na Alemanha, Itália e Argentina.

A vice-liderança é ocupada pelo norte-americano Quarto de Milha com 543 mil animais registrados, 54 mil criadores, 108 mil proprietários e 33 mil sócios na ABQM – Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM). É o segundo maior plantel da raça no mundo, atrás, apenas, dos Estados Unidos. Em relação ao mercado, a raça gera mais de 300 mil empregos diretos e movimentou em 2017 cerca de R$ 225 milhões em leilões.

Terceiro colocado no ranking com 322 mil animais registrados, o Crioulo, de origem sul-americana, concentra 85% do plantel no Rio Grande do Sul, apesar de estar presente em todas as regiões do país. De todas as raças, foi a que mais cresceu em 2017: 41% em relação ao ano anterior movimentando R$ 131,82 milhões na venda de animais em leilões.

Na seleção de cavalos para o Hipismo, em especial para o Salto, a referência é o Brasileiro de Hipismo, raça que começou a ser formada nos anos 1970, evoluiu nas últimas décadas atingindo a produção de cavalos de alto rendimento que já marcam presença em desafios internacionais, inclusive em Olimpíadas, Pan-americanos, Jogos Equestres Mundiais etc. Hoje, o BH, com um plantel estimado em cerca de 30 mil animais registrados, é a raça que predomina nas competições nacionais, inclusive nas disputas do 29º Indoor da Sociedade Hípica Paulista.

Sobre o CSI-W Indoor SHP

Criado há 29 anos por Romeu Ferreira Leite Jr, presidente da SHP há cinco anos, o Indoor é a principal vitrine do hipismo brasileiro impulsionado pelo fato de acontecer no mais tradicional e bem estruturado clube hípico do país e principal concurso em recinto fechado na América do Sul.

O número de participantes – cerca de 730 conjuntos (cavalos e cavaleiros) – limitado pelo fato do Indoor acontecer em uma única pista no picadeiro fechado maior vão livre sem pilastras das Américas.  Além da equipe de 330 funcionários fixos da Hípica, cerca de 150 pessoas terceirizadas estão trabalhando no evento.

Celeiro de inúmeras gerações de campeões, como entre outros, o cavaleiro olímpico Pedro Veniss, integrante do Time Brasil medalha de ouro nos Pans Rio 2007 e agora Lima 2019, a SHP promove uma homenagem aos medalhistas pan-americanos no sábado, 28, às 17h30. Entre os sócios da SHP com grande destaque em pistas internacionais também estão a amazona olímpica Luciana Diniz, o medalhista olímpico Doda Miranda, os tops Pedro Muylaert, Cassio Rivetti, Nelson Pessoa, legenda viva do hipismo brasileiro, e os ex-cavaleiros olímpicos Caio Sérgio de Carvalho e Marcelo Blessmann, além do inesquecível José Roberto Reynoso Fernandez, o Alfinete (in memoriam), pai do único tricampeão do GP Indoor José Roberto Reynoso Fernandez Filho, que pode garantir o tetra no próximo domingo, 29.

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