Yuri Mansur deixa seleção após corte e acusa gestão de chantagem e abusos

Após corte no Mundial, o cavaleiro Yuri Mansur fez duras críticas à gestão do hipismo brasileiro, afirmou ter sido “chantageado e maltratado” e encerrou participação em campeonatos e Copas das Nações representando Brasil.

Fonte: Olimpiada Todo Dia

Copa do Mundo de Hipismo - Yuri Mansur
Copa do Mundo de Hipismo, Texas – Yuri Mansur, foto by Clube do Hipismo

Yuri Mansur anunciou que não pretende mais representar o Brasil em campeonatos ou Copas das Nações. A decisão foi divulgada pelo próprio cavaleiro em uma publicação nas redes sociais, após ficar fora da equipe brasileira que disputará o Campeonato Mundial na modalidade Saltos, em Aachen, cidade da Alemanha. No texto, o atleta fez fortes críticas à condução do hipismo brasileiro e afirmou que os acontecimentos recentes ultrapassaram seus limites em relação a “ética, respeito e espírito esportivo”.

“Com muita tristeza, anuncio uma decisão difícil. A partir de hoje, não representarei mais o Brasil em campeonatos ou Copas das Nações”, escreveu Yuri Mansur. Apesar da decisão, o cavaleiro brasileiro desejou boa sorte aos compatriotas convocados para o Mundial e afirmou que seguirá torcendo por eles: “A todos os atletas que estão indo ao Campeonato Mundial para representar o Brasil, desejo sinceramente muita sorte. Estarei torcendo por vocês!”.

Críticas duras à gestão do hipismo brasileiro
No longo desabafo, Yuri Mansur afirmou ter dedicado mais de uma década de sua trajetória na Europa ao desenvolvimento da carreira e à representação do Brasil. Segundo o cavaleiro, o período também acabou marcado por problemas de gestão, disputas internas e falta de união. Ele citou “incompetência”, “falta de lideranças capacitadas”, “disputas de poder entre os próprios atletas”, “falta deliberada de comunicação”, “ausência de regras e procedimentos honestos” e “favoritismo”.

Yuri Mansur foi além nas críticas e afirmou ter recebido da atual gestão o que classificou como o pior tratamento de sua carreira. “Recebi o tratamento mais deplorável por parte desta equipe de gestão, o pior que já presenciei. Fui chantageado e maltratado. Ainda assim, segui em frente e dei tudo de mim por este país”, declarou. O cavaleiro não explicou na publicação quem teria praticado a suposta chantagem nem apresentou detalhes do episódio que motivou a decisão.

O atleta brasileiro também diferenciou os resultados individuais obtidos pelo Brasil ao longo dos últimos anos do desempenho coletivo. Segundo ele, alguns atletas conseguiram conquistas expressivas, mas a seleção não transformou o potencial em resultados como time. “Como equipe… é sempre a mesma história: ‘quase lá’”, escreveu. Ao finalizar, Yuri Mansur direcionou uma última mensagem aos responsáveis pela gestão que criticou durante o texto. “Quanto a esta equipe de gestão, sinto apenas pena”, afirmou.

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