Dallas estreia com adrenalina, espetáculo e alto nível técnico na Final da Copa do Mundo de Hipismo
Diretamente do Dickies Arena, o primeiro dia da Final da Copa do Mundo de Hipismo já entregou tudo: emoção, técnica e uma estrutura simplesmente impressionante.
Clube do Hipismo está na Final da Copa do Mundo de Hipismo
Um evento que já começa gigante
Antes mesmo do primeiro conjunto entrar em pista, uma coisa já era clara: estamos diante de um evento de outro nível.
A estrutura montada é impactante — moderna, bem pensada e com uma grandiosidade difícil de ver até mesmo em grandes eventos no Brasil. Tudo funciona, tudo flui, tudo impressiona.
E os obstáculos? Um show à parte.
Criados especialmente para a final, eles trazem personalidade, criatividade e um toque quase lúdico ao percurso, com paraflancos marcantes e designs que fazem o público reagir a cada salto.
Quando a pista fala mais alto
Assim que a prova começou, ficou evidente: não seria um dia fácil.
O percurso exigiu precisão milimétrica, estratégia e sangue frio. Com forte presença europeia, além de americanos, japoneses e outras nacionalidades, o nível técnico se manteve alto do início ao fim.
E teve drama.
O último obstáculo virou protagonista — e não pelos melhores motivos para os concorrentes. Foi ali que muitos perderam tempo, cometeram faltas e viram suas chances escaparem.
O momento mais eletrizante do dia veio com um cavaleiro mexicano, que por muito pouco não protagonizou uma queda impressionante. Ao se projetar no pescoço do cavalo antes do último salto, tudo indicava que ele não conseguiria se manter.
Mas, em uma recuperação quase inacreditável, ele conseguiu se recompor, voltar à sela e cruzar a linha de chegada ainda montado, passando pela fotocélula. Um daqueles momentos que fazem o público prender a respiração — e depois explodir.
Brasil começa bem com Yuri Mansur
O Brasil esteve representado por Yuri Mansur, que entrou em pista com o experiente Vitiki e fez o dever de casa — e bem feito.
Sem faltas e com um tempo de 65s04 na prova a 1.60m no formato caça, Yuri garantiu a 8ª colocação entre 35 dos melhores conjuntos do mundo.
Vitiki, aos 18 anos, mostrou mais uma vez por que é um nome consolidado nas grandes pistas. A dupla mantém a consistência que já havia rendido um impressionante 4º lugar na final da Copa do Mundo de Omaha, em 2023.
Agora, a estratégia muda: Yuri troca de montaria e segue na competição com QH Alfons Santo Antonio. Nesta sexta-feira, ele entra como o 28º conjunto em pista, em ordem inversa de classificação.
Um pódio de respeito
A vitória ficou com o norte-americano Kent Farrington, atual número 2 do mundo, que voou baixo com Toulayna, cruzando em 62s03.
Logo atrás, o alemão Daniel Deusser confirmou sua regularidade, seguido pelo sempre competitivo Steve Guerdat, nome que dispensa apresentações no cenário mundial.
E isso é só o começo…
A sensação ao fim do dia é clara: isso foi apenas o aquecimento.
A competição esquenta já nesta sexta-feira com a prova com desempate, e no domingo a decisão promete testar nervos, técnica e resistência até o último salto.
•Sexta-feira (10/4 – 20h30): prova com desempate
•Domingo (12/4):
•13h30 – 1ª volta (top 30)
•17h00 – 2ª volta (top 20)
Com margem de erro cada vez menor, cada percurso passa a ser decisivo.
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Dallas começou entregando espetáculo — e a promessa é de que o melhor ainda está por vir.
Seguimos daqui, ao vivo. 🇧🇷🐎🔥
Fotos Dimmy Vidal
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