João Victor Marcari Oliva conquista feito inédito

João Victor Macari Oliva recorde de um brasileiro em um Mundial (Luis Ruas)

João Victor Macari Oliva recorde de um brasileiro em um Mundial (Luis Ruas)

O cavaleiro paulista de 26 anos e seu Escorial Horsecampline se posicionaram em 26º entre 93 competidores de 34 países e pela primeira vez o Brasil avança para a segunda fase da competição, o Grand Prix Special que acontece nesta segunda 8 reunindo os 30 melhores conjuntos (cavalo / cavaleiro) e prova válida para a classificação a disputa do pódio individual com participação de 15 duplas finalistas.

“Estou muito feliz, foi uma boa prova, meu cavalo estava escutando bem as ajudas e concentrado. Fiquei feliz com o resultado e a nossa apresentação. Desde Tóquio tivemos tempo de fazer alguns ajustes e temos melhorado os resultados com muito trabalho. O Escorial vem correspondendo a este trabalho e conto com a ajuda de uma boa equipe”, comemorou o atleta.

“É a primeira vez que temos um brasileiro no segundo dia de competição individual. O João fez uma prova excelente, chamou a atenção de todos e merecidamente recebeu essa classificação inédita. Está de parabéns!”, comemorou Sérgio de Fiori, diretor de Adestramento da Confederação brasileira de Hipismo (CBH).

O Brasil participou pela primeira vez do Adestramento em um Mundial em 2022, em Jerez de la Frontera, na Espanha, neste que é o maior evento mundial dos esportes com cavalos e que entre 1990 e 2018 se chamava Jogos Equestres Mundiais (WEG na versão em inglês) reunindo a cada quatro anos a elite das oito modalidades regidas pela Federação Equestre Internacional (FEI). A partir de 2022, no entanto, a FEI decidiu realizar campeonatos individuais de cada modalidade, não necessariamente concentrados em um mesmo país e período. Em Herning, por exemplo, também estão em curso os Mundiais de Salto, Volteio e Paraequestre.

Na Dinamarca, João Victor, que é atleta militar, bateu seu próprio recorde pela terceira vez consecutiva: na estreia, em 2014, na Normandia, França, registrou no GP 63,843%, e em 2018 em Tryon, Estados Unidos, 65,512%.

Na classificação geral do Grand Prix a estrela local Cathrine Laudrup-Dufour montando Vamos Amigo atendeu as expectativas dos dinamarqueses e subiu no lugar mais alto do pódio ao apresentar a nota média final de 81,864%. A dupla Cathrine Laudrup-Dufour e Vamos Amigos, 4º lugar nos Jogos de Tóquio 2021, é vice-líder atual do ranking mundial, e amazona também ocupa o 3º lugar com o cavalo Bohemian.

O 2º lugar no pódio do Grand Prix foi ocupado pela britânica Charlotte Fry com Glamourdale (80,838%) e em terceiro lugar se posicionou a holandesa Dinja van Liere montando Hermés, dupla que vinha na liderança no primeiro dia do GP.

O GP também definiu o pódio por equipes neste domingo com participação de times de 19 países. Para efeito de classificação foram consideradas as três melhores notas de cada país, e quem conquistou o ouro foi a Dinamarca com 235,451%, a prata ficou com a Grã Bretanha (234,223%) e o bronze com a maior detentora de títulos mundiais e olímpicos, a Alemanha (230,791%).

GP Special: passaporte para a final individual

Os 30 melhores conjuntos do GP se habilitaram ao GP Special que acontece nesta segunda-feira, 8/8, com participação de representantes de 13 países. Dinamarca e Alemanha contam com quatro representantes, Grã Bretanha, Holanda, Suécia,Austria e Espanha com três, Estados Unidos com dois, e com um representante cada o Brasil, Bélgica, Luxemburgo, Finlândia e Portugal.

As 15 melhores duplas do GP Special carimbam passagem para o GP Freestyle que acontece na quarta-feira 10 com definição do pódio individual.

Colaboração Carola May / Rute Araujo

Views: 150

Marco Vidal: