Rodolpho Riskalla é tricampeão no Adestramento Paraequestre na Alemanha

Rodolpho Riskalla com Don Frederic, tri em Mannheim, de olho em Tóquio (Ralph Kuckuck)

Rodolpho Riskalla com Don Frederic, tri em Mannheim, de olho em Tóquio (Ralph Kuckuck)

Rodolpho, atual nº 2 do ranking mundial Grau IV e nº 9 no ranking geral, duas vezes vice-campeão mundial em 2018, é forte candidato a medalha nos Jogos Paralímpicos de Tóquio.

No sábado, 8/5, o top brasileiro Rodolpho Riskalla montando Don Frederic garantiu vitória e o tricampeonato consecutivo no tradicional Concurso Paraequestre Internacional Maimarkt Turnier CPEDI3*em Mannheim, na Alemanha. Competindo no grau IV, Rodolpho e Don Frederic, um hannoverano de 12 anos de propriedade da brasileira Tania Loeb Wald, venceram com 73,821%. A 2ª colocação ficou com Nell Schakel montando Edison, 72,886%, pela Holanda, e a alemã Saskia Deutz com Soyala fechou em 3º lugar, 71,870%.

“O Don Frederic foi muito bem. Vou levá-lo para o Internacional de Munique na Alemanha daqui a duas semanas, porque já não competia com ele há muitos meses. Esse foi terceiro ano que venho e venço em Mannheim e agora vamos nos preparar para as próximas provas. Eu também gostaria de agradecer a Tania pela oportunidade de montar esse super cavalo”, destacou Rodolpho, atual nº 2 do ranking mundial Grau IV e nº 9 no ranking geral, duas vezes vice-campeão mundial em 2018 e forte candidato a medalha nos Jogos Paralímpicos de Tóquio.

Rodolpho conta com duas opções de montaria na Paralimpíada: Don Frederic e Don Henrico, experiente hannoverano de 18 anos, com o qual o cavaleiro foi tricampeão no Internacional CPEDI3* Shaqab, em Doha no Catar, em fevereiro de 2021. “A escolha entre os dois cavalos para Tóquio depende das próximas provas”, conta Rodolpho.

Jogos Paralímpicos de Tóquio acontecem entre 24 de agosto e 5 de setembro e a corrida pelas medalhas no Adestramento Paraquestre ocorre entre 26 e 30/8.

Superação ímpar

Rodolpho, hoje com 37 anos, pratica adestramento desde a infância e aderiu ao adestramento paraequestre no início de 2016 seis meses após a perda da parte inferior das duas pernas, a mão direita e dedo da mão esquerda em decorrência de uma meningite. Menos de um ano depois defendeu o país nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 e, em 2018, foi o melhor brasileiro nos Jogos Equestres Mundiais 2018 nos EUA conquistando duas medalhas de prata no adestramento paraquestre.

O cavaleiro residia na França há cerca de 10 anos e no final de 2020 mudou para Alemanha, onde conta com três cavalos a sua disposição. Além do adestramento paraquestre, Rodolpho também compete com sucesso em provas de adestramento.

No Adestramento Paraquestre as disputas são divididas em cinco graus – I,II,III,IV e V – grau de dificuldade crescente de acordo com a avaliação / classificação funcional da deficiência do atleta.

Colaboração:  Carola May

Views: 127

Marco Vidal: